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O que é a RU-486 e como funciona PDF Imprimir e-mail
28-Feb-2001
Neste artigo descreve-se brevemente o modo típico de funcionamento de um aborto por métodos químicos. Mostra- se como as marcas psicológicas para a mãe são ainda piores do que no aborto cirúrgico. O aborto químico tem muitos efeitos secundários que podem chegar a provocar a morte da mãe.

Baseado em fontes chinesas, o Washington Post relatou que a RU-486 é muito popular nesse país porque "a maior parte dos abortos cometidos na China são executados sem anestesia e são portanto extremamente dolorosos." Mas a RU-486 não é como uma aspirina, e há perigos - além do facto de a droga matar bebés. Prescrito a uma mulher grávida de 3 a 9 semanas, a RU-486 (Mifeprex), em conjunção com uma prostaglandina sintética como Misoprostol causa o aborto de um ser humano não nascido.

A RU-486, uma hormona esteróide sintética chamada Mifeprex, que bloqueia a acção da progesterona, uma hormona natural vital para manter a nutrição do revestimento do útero (endométrio). Como a função desta hormona é inibida pelo Mifeprex sintético, o endométrio rejeita a ligação ao ser humano recém-formado. Tendo sido privado dos nutrientes necessários para a sua sustentação pelo endométrio, esta pequena criança morrerá lentamente de fome no seu estado primitivo de vida.

A segunda droga usada no aborto com Mifeprex (RU-486) é uma prostaglandina como o Misoprostol (aparecendo sob o 0nome farmacêutico de Cytotek nos EUA). Sendo também uma hormona sintética poderosa, o Misoprostol provoca contracções do útero (semelhantes às contracções que uma mulher que está a dar à luz experimenta). Como resultado dessas contracções induzidas pelo Misoprostol, a mulher dá à luz uma criança prematura morta (isso pode ser facilmente identificado pelas suas formas humanas ou pelo que pode parecer como sangue a coagular ou um tecido acinzentado. De qualquer modo é uma criança no seu prematuro estado de desenvolvimento).



Não há privacidade no assassinato por Mifeprex

A mulher que está a considerar a possibilidade de cometer um aborto, ouviu falar do aborto cirúrgico e, por uma série de razões, decide abortar de uma maneira que iria talvez privatizar ou mascarar as suas acções aos olhos da sociedade. Opta pelo aborto usando Mifeprex (RU-486). Talvez ela não se dê conta de que na realidade este é um processo com pelo menos 3 passos, que pode ir até 7 passos, e que requer a monitorização consistente num consultório médico ou numa clínica. Descubrirá que é um método que oferece pouca ou nenhuma privacidade.


Dia Um

A mulher vai ao consultório médico para um teste de gravidez (por vezes são efectuados dois testes). Fará também uma ecografia para verificar que está no período de 3 a 9 semanas de gravidez (na maior parte dos casos, após 9 semanas, a droga RU-486 não será administrada). Depois de verificada a sua gravidez e de o número de semanas determinado, ela pedirá e ingerirá as pílulas Mifeprex (RU-486).


Após 48 horas

Após ter tomado as pílulas, a mulher terá de esperar 48 horas. Depois do período de espera de dois dias, voltará ao consultório do médico. De acordo com estudos efectuados em mulheres que usaram a RU-486, três por cento das mulheres terão tido um aborto neste período de 48 horas. Para as mulheres que não tiverem ainda abortado a sua criança, ser-lhes-á administrada prostaglandina (Misoprostol) durante esta visita, e terá de permanecer no consultório durante 4 horas para ser monitorizada por causa dos quase inevitáveis efeitos secundários da administração da droga RU-486/PG. Os estudos indicam que cerca de 54% dos abortos terão lugar neste períodode 4 horas em que a mulher está no consultório médico. Os estudos também mostram que 43% das mulheres não abortarão o filho nesta estadia no consultório do médico, mas expulsam o seu bebé morto a caminho de casa, em casa, ou onde quer que possam estar, após a prostaglandina ter sido administrada. Em algumas mulheres, o aborto não será conseguido nunca.


Após duas semanas

Duas semanas após a prostaglandina ter sido administrada, a mulher deve ir ao consultório médico para um checkup obrigatório e para uma dilatação e curetagem, para raspar as paredes uterinas para o caso de haver restos do bébé que poderiam causar uma infecção. As suas hemorragias serão monitorizadas (que podem durar 3 a 14 dias) e será tratada pelos efeitos secundários da administração da RU-486. Os estudos indicam que nesta terceira visita 5 a 10% das mulheres não terão conseguido abortar. A mulher que tiver chegado a esta situação terá provavelmente que optar (com um pagamento adicional) por fazer o que inicialmente tinha querido evitar, ou seja, um aborto cirúrgico para matar e remover o recém formado bébé dentro do seu ventre.

O que é que o Mifeprex faz a uma criança não nascida?

A RU-486 cumpre a missão para que foi produzida: a eliminação de uma criança pré-nascida. Embora os seus efeitos a longo termo sejam desconhecidos, especula-se que, se um bébé sobreviver a uma tentativa de aborto com Mifeprex (RU-486), há um grande risco de nascer com defeitos. Mas pelo menos terá vida!


Que efeitos produz na mãe o coktail abortivo Mifeprex?

Os estudos provam que o aborto deixa profundas marcas psicológicas. De facto, a mãe tira a vida ao seu próprio filho. Mas está a mãe informada dos efeitosfísicos que irá experimentar depois de usar uma combinação de drogas tão potente? Aqui se descrevem alguns dos típicos efeitos da combinação Mifeprex/prostaglandina:

  • Vários dias de forte hemorragia. Algumas mulheres necessitarão de uma intervenção médica para parar a hemorragia excessiva, em alguns casos requerendo uma transfusão de sangue
  • Náusea
  • Vómitos
  • Febre
  • cãimbra severa, dolorosa e quase insuportável
  • Possível ataque cardíaco
  • Aumento de risco de cancro de mama
  • Risco de não conseguir ter uma gravidez saudável no futuro
  • Risco de ficar inábil para engravidar
  • Possível morte


O Mifeprex (RU-486) vem com uma longa lista de complicações e efeitos pós-aplicação. Incluído vem uma lista de mulheres que são fortemente desaconselhadas a usar a droga RU-486/prostaglandina como método para abortar. Para dizer algumas: mulheres fumadoras, ou com epilepsia, ou com doença do rim, e mulheres com mais de 35 anos de idade.

Sofrimento psicológico: "Edouard Sakiz, antigo presidente da Roussel-Uclaf (empresa produtora da RU-486) admite que os abortos usando RU-486 envolvem uma "horrível provação psicológica" (David Reardon, Ph.D. Elliot Institute web site article, 'Population control and RU-486: the hidden agenda')

Dados os factos sobre o aborto usando a RU-486, é claro que uma mulher que aborte o seu filho desta maneira ficará com uma profunda cicatriz psicológica. O aborto com a RU-486 é praticamente infligido pelas mãos da própria mãe. Nos abortos cirúrgicos, a mãe acha psicologicamente mais fácil de se retirar da responsabilidade directa pela morte do filho. O aborto com Mifeprex é administrado quase completamente pela própria mulher ela não pode culpar o médico ou a enfermeira por feridas emocionais que venha a ter. Embora tenha sido provado por várias pesquisas que as mulheres sofrem em todos os tipos de aborto, este tipo de aborto é único no facto de ser a própria mãe a tomar as pílulas que irão matar directamente o seu filho ou filha antes de ter nascido.

Após ter tomado o Mifeprex para abortar o seu filho, a mãe tem agora de esperar que o seu bebé morra. A sua mente fica inundada de pensamentos sobre quanto tempo demorará para que a sua pequena vida acabe. Ela sofre pensando se a sua criança está ou não a sofrer, sem mencionar a dor física que ela própria sente enquanto o processo se efectua. Depois, aquelas mulheres que não deram à luz o seu filho morto naquela espera de 4 horas no consultório do médico, ficarão certamente com a vista do seu filho gravada na sua mente quando ele sair, na sua casa, no seu trabalho ou onde quer que esteja quando o processo terminar.

Para muitos proponentes da RU-486, esta droga parece ser o culminar de tudo o que a ciência moderna promete, a mentalidade do "toma uma pílula" para afastar todas as preocupações.


Fonte: HLI - Human Life Internacional

 
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